No Brasil, a escravidão tem sido constante.
A jornada de trabalho no comércio não tem mais limites. A grande maioria dos comerciários e comerciárias está trabalhando sob condições desumanas, sem tempo sequer para se alimentar. Em épocas festivas, há lojas no centro da cidade abrindo às 7h e funcionando até às 22h, sem mudanças de turnos... E nos shoppings, o funcionamento vai até meia noite; “inclusive colocando em risco a integridade física dos trabalhadores em seu retorno para casa”. Em ambos, o comércio funciona de domingo a domingo sem pagamento de adicionais e sem concessão de folga.
O Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro ouviu vários depoimentos de comerciários. Muitos deles são de pessoas que passam a ter sérias conseqüências de saúde e que mesmo assim, são obrigadas a seguir determinações das empresas, com medo de serem demitidas. Diante do exposto, estamos nos dirigindo às autoridades constituídas no Ministério do Trabalho de nossa cidade, no sentido de buscarmos formas de intervenção capazes de alterar positivamente essa dura realidade; sobre a qual estão padecendo milhares de pais e mães de família que compõem a categoria comerciária.


